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RN terá 2.930 novos casos de câncer da pele em 2010, diz INCA

calor e o sol forte verificados em praticamente todas as regiões do Rio Grande do Norte, sobretudo no litoral, escondem uma situação preocupante. Especialistas são unânimes quando o assunto é câncer da pele: o Estado tem uma propensão à incidência da doença. Estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca) indicam que, até o fim do ano, o RN terá somado cerca de 2,5 mil novos casos de câncer da pele, o tipo mais comum no Brasil. A notícia mais grave veio nesta semana quando o Iinstituto divulgou a previsão para 2010. O Rio Grande do Norte terá um aumento de 17,2% na quantidade de novos casos. Isso significa 2.930 pessoas a mais com a doença.

Um dos fatores responsáveis por esse incremento de 430 pessoas com tumores na pele é falta de proteção ao se expor ao sol diariamente e os altos índices de radiação ultravioleta, que incidem no Estado. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, a capita tem índices que variam entre 11 e 12 - considerados altíssimos.

Para alertar a população sobre os perigos do câncer da pele, o tipo mais comum no Brasil, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) realiza, no dia 5 de dezembro, a 11ª edição da já tradicional Campanha Nacional de Prevenção, com cobertura simultânea em 23 estados. O Rio Grande do Norte terá um posto de atendimento, que funcionará no Hospital Universitário Onofre Lopes, em Natal. A meta é examinar pelo menos mil potiguares neste ano. Com o objetivo de superar a marca de 43.800 consultas alcançadas em todo o país em 2008, a entidade inova com a extensão do tempo de campanha de seis para oito horas nos postos de atendimento ao redor do país. A campanha será realizada das 8h às 16h, ininterruptamente.

Durante a campanha, os pacientes serão atendidos pelas equipes médicas e, apresentando suspeita de câncer da pele, serão encaminhados para tratamento totalmente gratuito. Nos postos, estão previstas atividades educativas, como aulas expositivas que trazem orientações sobre fotoproteção e dicas de como suspeitar do câncer da pele.

No ano passado, do total de pessoas examinadas no Rio Grande do Norte, 65,8% confessaram tomar sol sem qualquer proteção e 20,4% foram diagnosticadas com câncer da pele. Quatro pessoas, o que corresponde a 0,4% do total, apresentaram melanomas malignos — considerado o câncer da pele mais perigoso, pois está associado a metástases e, consequentemente, a maiores índices de letalidade. O diagnóstico precoce é determinante para garantir a sobrevida nestes casos e assegurar a escolha do tratamento mais eficaz.

“A exposição excessiva ao sol é o principal fator de risco do câncer da pele. Países como o Brasil estão mais expostos a esse tipo de doença e, por isso, é tão importante oferecer orientação a todos para diminuir a alta incidência e alcançar a cura”, esclarece odermastologista, Joseli Bastista, que coordena a campanha no Rio Grande do Norte, informando que a população de pele clara está mais sujeita ao mal, mas nem por isso representantes de outras etnias devem se descuidar.