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Hígia: João Henrique diz que era “pressionado” no cargo de assessor

O bacharel em Direito e um dos acusados na Operação Hígia, João Henrique Lins Bahia, contou em seu depoimento nesta segunda-feira (29) na Justiça Federal que se sentia "pressionado" no cargo que exercia no Governo do Estado, como assessor da Governadoria.
"Eu era um agente político, como um amparo da Governadora [Wilma de Faria] e é uma função que nunca mais eu vou querer ocupar na minha vida", argumenta João Henrique.
Ele conta que atendia 200, 300 pessoas por dia e que mantinha contatos com a empresa Líder, mas negou envolvimento de trabalho com as empresas Emvipol e A&S. "Eu não sabia dizer não e embromava muito".
Durante o depoimento, o juiz Mário Jambo comentou o "zelo" que João Henrique tinha para que os problemas não chegassem a governadora.
Neste momento, o juiz perguntou ainda quem era o "Filho da Mulher" citado várias vezes nas gravações de áudios investigados na Operação Hígia e João Henrique afirmou que era Lauro Maia. O segundo termo usado nas gravações, “Nosso chefe maior”, João Henrique disse que era alguém do partido, mas que não lembrava quem era.
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