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"O negócio é ser fisiológico mesmo", diz o líder do PMDB Henrique Eduardo Alves

Eu já escrevi aqui, mais de uma vez, que o deputado federal Henrique Eduardo Alves, potiguar que lidera na Câmara o PMDB, precisa conter o açodamento escancarado, e na maioria das vezes desastroso, com que vem tratando a indicação de nomes do seu partido para o ministério da presidente eleita, Dilma Rousseff.

Há alguns dias, ao lançar um blocão partidário com o único e indisfarçável objetivo de emparedar o futuro governo Dilma e abrir caminho para a sua candidatura (agora adiada) à presidência da Câmara, Henrique deu um tiro no pé e ficou mal na fotografia.

Agora, outro exemplo de como o deputado norte-rio-grandense anda apressado, agoniado, tropeçando nas palavras.

Segundo conta hoje em seu blog o jornalista Josias de Souza, um dos mais bem informados do país, em uma reunião de caciques do PMDB ocorrida ontem em Brasília, e só encerrada na madrugada de hoje, para discutir pela enésima vez quais seriam os correligionários indicados para o ministério de Dilma Rousseff, Henrique não se conteve e rasgou a fantasia.

O que disse o deputado? Segundo o repórter, disse que "se o excesso de compreensão do PMDB não resultar em contrapartida, vai mudar seu procedimento".
E quais foram as palavras usadas por ele?
Textualmente, e com aspas, Josias informa que Henrique Eduardo Alves soltou as seguintes palavras:
O negócio é ser fisiológico mesmo. Tenho o meu mandato. Se o bom comportamento não resolve, vou partir para a porrada". 
Do Brasília,Urgente