Com a instauração do quadro de seca, 139 municípios do Rio Grande do Norte decretaram estado de emergência. Além disso, as 130 comunidades rurais de Mossoró perderam em sua totalidade as safras de milho e feijão, dentre outras culturas. A falta de chuva vem deixando rastros não só nas vidas do homem do campo, a população da cidade também tem visto os efeitos da estiagem refletidos no aumento dos preços dos produtos. Segundo o meteorologista da Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (Emparn), Uéliton Pinheiro, não há previsão de mudanças no quadro de chuvas no Rio Grande do Norte. "As chuvas que aconteceram no primeiro trimestre do ano foram abaixo do normal, e mesmo as chuvas irregulares que têm acontecido não vão reverter os prejuízos causados aos trabalhadores rurais. Deve-se ressaltar que a situação tende a se agravar com a ampliação da escassez hídrica no campo", disse o meteorologista.
Em relatório divulgado pela Emparn, fenômenos no Atlântico e no Pacífico combinados resultaram no baixo índice de chuvas verificados em março, o que confirma um quadro de seca e compromete, segundo o relatório, a produção agropecuária do Estado.
