Afastamento de Rosalba traz mais prejuízos do que ganhos pro Estado

 Por: Josenildo Carlos

Há quem esteja comemorando a cassação da governadora Rosalba Ciarlini, achando que o drástico acontecimento será benéfico pro Rio Grande do Norte. Não que a cassação seja arbitrária. Não estou aqui discutindo o mérito da decisão. Até porque parece razoável, haja vista que o delito eleitoral ficou patente com uma penca de viagens a Mossoró, a bordo do avião oficial, durante a campanha. 

Decerto que a administração de Rosalba é de um desastre tamanho que, qualquer que fosse a mudança, teoricamente seria bem-vinda. Acontece que a troca vem tarde, faltando apenas um ano e poucos dias para o término do seu mandato. E o mais grave: esta decisão não é definitiva. Ela pode recorrer ao TSE e STF. Ironicamente, pode vir por aí um entra e sai semelhante ao da prefeita de Mossoró. 

Imaginem aí a paralisação que acontecerá na já combalida máquina administrativa do Estado, com trocas de cargos nos mais diversos escalões do governo. E por maior que seja a vontade e competência do vice-governador que assume, que tempo terá para fazer alguma coisa? Ademais, pré-candidato ao governo, é provável que suas ações se voltem pra eleição já em cima.

Voltando à decisão do Tribunal Regional Eleitoral, não discuto o mérito, mas lamento que ela tenha vindo com atraso. O delito de Rosalba foi cometido no ano passado.